Seja um doador do Coletivo Aluguel Solidário

Pix: Associação Coletivo Aluguel Solidário
chave e-mail: aluguelsolidario@gmail.com

Transferência Bancária: Sicoob
CNPJ: 55.649.377/0001-68
ASSOCIAÇÃO COLETIVO ALUGUEL SOLIDÁRIO AG: 4028 CC: 7.410-1

Quem somos

Somos o Aluguel Solidário, um coletivo que promove moradias sem custos para pessoas em situação de rua e vulnerabilidade. Com o objetivo de garantir moradia social para aqueles que fazem das ruas a sua casa, de modo a buscar o resgate da dignidade, cidadania e autonomia de pessoas marginalizadas por sua condição. Nossa atuação ocorre por meio do financiamento coletivo e voluntariado, que possibilita que sejam alugados imóveis independentes e oferecidos gratuitamente para pessoas que antes não possuíam um lar. 

Quero doar

O Aluguel Solidário é mantido por meio de financiamento coletivo livre, sem vínculos governamentais, iniciativa privada, institutos ou fundações, de modo que não temos instituições que contribuam diretamente no aspecto financeiro. Os doadores são pessoas físicas que se comprometem com a doação mensal de um valor para custear os aluguéis e demais despesas.

Pix: Associação Coletivo Aluguel Solidário I chave e-mail: aluguelsolidario@gmail.com
Transferência Bancária: Sicoob
CNPJ: 55.649.377/0001-68
ASSOCIAÇÃO COLETIVO ALUGUEL SOLIDÁRIO
AG: 4028 CC: 7.410-1

Doações financeiras

mensais, com uma quantia mínima de R$50,00, por, no mínimo, 6 meses.

Doações esporádicas

utilizadas para formação de fundo de reserva ou para pagamento de despesas eventuais.

Doações de objetos

de utilidade para o coletivo, conforme campanhas realizadas e necessidades detectadas (móveis, eletrodomésticos, utensílios e outros itens).

Quero ser voluntário

O Coletivo conta com a importante participação do voluntariado, que ajuda nas diversas demandas, como área de manutenção das casas, administrativo, apoio socioafetivo aos assistidos e profissionais da área de saúde, educação e psicologia. Os voluntários podem se cadastrar por meio das nossas redes sociais e meios de comunicação, para atuar nas nossas diversas áreas.

Áreas do voluntariado

Orientações e acompanhamento dos moradores para obtenção de benefícios decorrentes de políticas públicas (BPC, Bolsa Família); orientações e acompanhamento dos moradores para obtenção de direitos previstos em lei (aposentadoria, pensão); orientações e acompanhamento dos moradores para obtenção de documentos (RG, carteira de trabalho, título de eleitor).

Marcação e acompanhamento dos moradores em demandas relativas a consultas médicas ou odontológicas; apoio na aquisição e na utilização de medicamentos.

Organização de itens doados (triagem, seleção, verificação de necessidades, embalagem identificação, destinação e a moradores) destinação a projetos parceiros (quando houver excedente ou quando não houver necessidade para morador do Coletivo).

Organização do transporte de itens doados (frete); realização do transporte de itens doados; apoio na montagem e na desmontagem de móveis.

Visitação periódica às casas para observação de hábitos de higiene, limpeza, organização e necessidades diversas; realização de reparos e serviços voltados para a manutenção das casas; aproximação com os moradores para criar laço de confiança e promover interação (é possível que o voluntário se identifique específico).

Elaboração de documentos e materiais de divulgação ou necessários ao Coletivo ou à produção de textos/vídeos/fotos para o Instagram.

Representação do Coletivo em eventos ou em reuniões com interessados em conhecer e contribuir; e apoio na elaboração e divulgação de campanhas específicas.

Moradores

Nossa atuação começa com uma entrevista detalhada para identificar as necessidades e desejos da pessoa atendida. Após seu cadastro no coletivo, buscamos um imóvel compatível com seu perfil, considerando fatores como presença de animais de estimação, localização, condições físicas e emocionais, entre outros. Em seguida, realizamos uma campanha de financiamento coletivo, com doações livres de pessoas físicas e jurídicas, para viabilizar a locação do imóvel, a aquisição de mobiliário e a estruturação da moradia. Concluídas essas etapas, a pessoa é acolhida em seu novo lar. O acompanhamento continua após a mudança, oferecendo suporte contínuo nas áreas de saúde, educação, reinserção no mercado de trabalho e demais demandas socioafetivas.

Parceiros

Aluguel responde

Não é incomum relacionar a situação de rua a questões ligadas ao trabalho, pois muitas pessoas acreditam que alguém em situação de rua precisa primeiro conseguir um emprego para só depois ter acesso a uma moradia. Essa ideia tem sido repetida com frequência, muitas vezes associada a termos pejorativos, como uma forma violenta de se posicionar diante de um problema complexo.

Porém, a experiência prática do modelo Moradia Primeiro mostra justamente o oposto: a moradia deve ser o ponto de partida para que outras conquistas sejam possíveis, entre elas, um trabalho formal.

Imagine tentar procurar emprego sem ter um endereço fixo, um local para guardar documentos, tomar banho regularmente, descansar adequadamente ou simplesmente ter uma noite de sono tranquila. Lembre-se de que, em geral, quando alguém inicia um emprego, o primeiro salário só é recebido após 30 dias de trabalho, ou apenas de forma proporcional no quinto dia útil do mês seguinte. Isso significa trabalhar durante um mês sem um local adequado para descansar, tomar banho ou fazer as refeições.Se já é difícil trabalhar depois de uma noite mal dormida, imagine viver essa realidade por 30 dias antes de finalmente conseguir pagar por uma moradia.

Além disso, nas ruas, a luta pela sobrevivência imediata ocupa o tempo e a energia que poderiam ser dedicados à busca por trabalho, aos estudos ou ao planejamento do futuro.Em contrapartida, quando a pessoa conquista uma moradia, ela passa a ter segurança, privacidade e estabilidade. Isso cria condições para cuidar da saúde, reorganizar documentos e construir uma rotina.

É a partir dessa base que a busca por trabalho e renda se torna muito mais viável. O Moradia Primeiro não ignora a importância do trabalho. Pelo contrário: entende que a inclusão produtiva é um objetivo importante para muitas pessoas. O que o modelo questiona é a ideia de que alguém precisa "merecer" uma casa, provando antes que consegue trabalhar. No Moradia Primeiro, a casa vem sempre antes.

Inicialmente é importante explicar que, como cada moradia pode ter apenas uma pessoa ou comportar uma família inteira, hoje não computamos o valor por morador, mas por moradia. Nossa prestação de contas é realizada para cada casa individualmente.

Assim, hoje, o custo médio mensal de cada moradia no Aluguel Solidário é de aproximadamente R$ 1.000,00 por mês. Desse valor, cerca de R$ 700,00 a R$ 800,00 são destinados ao pagamento da locação do imóvel Outros R$ 100,00 são reservados para as despesas de conta de luz da residência. Em alguns casos, há também conta de água e esgoto.O valor restante é utilizado para cobrir custos administrativos e operacionais do programa, além de despesas eventuais que surgem ao longo do acompanhamento, como carretos, medicamentos, pequenos reparos na moradia e outras necessidades relacionadas à manutenção da habitação e ao bem-estar dos moradores.

Sobre os custos para montar uma casa, felizmente, essa etapa tem gerado poucos gastos diretos para o Aluguel Solidário. Isso porque a maior parte dos móveis e eletrodomésticos utilizados nas moradias tem sido obtida por meio de doações feitas por pessoas que acreditam na nossa causa. Na maioria dos casos, o único custo é o transporte desses itens até o imóvel.

Por isso, o modelo de Moradia Primeiro se mostra mais barato que a assistência social etapista e permanente que acontece hoje em dia. E a cada 20 doadores que se comprometem com a doação de R$ 50,00, é possível tirar uma pessoa da rua. Cada contribuição recebida ajuda a transformar um imóvel vazio em um verdadeiro lar. 

A princípio pode parecer que os problemas das pessoas em situação de rua se resolvem totalmente depois que a pessoa consegue uma moradia. Entretanto, a experiência prática do Aluguel Solidário e de outros projetos de Moradia Primeiro mostram que não é isso que acontece. Indiscutivelmente, a moradia é um passo fundamental e deve ser o primeiro passo, mas permanecer nela também pode ser um grande desafio. As pessoas que viveram anos nas ruas apresentam dificuldades que não desaparecem no momento em que recebem as chaves de uma casa. Como por exemplo, a administração do orçamento doméstico, o pagamento das contas, a organização da rotina, o acesso aos serviços de saúde, a reconstrução de vínculos comunitários e até mesmo a adaptação ao ambiente privado da moradia podem representar desafios importantes. Muitos dos nossos moradores relatam dificuldades de adaptação ao espaço fechado, ao silêncio e à solidão da moradia, em contramão à vida que levavam anteriormente nas ruas.

A casa pode ser um local seguro, mas menos agitado que as ruas. Depois de tantos anos em situação de rua, a casa é um ambiente novo e muito diferente que precisa de uma fase de adaptação e transição.Além disso, muitas pessoas enfrentam problemas de saúde física e mental, dependência química, baixa escolaridade, dificuldades para acessar oportunidades de trabalho e os impactos emocionais de uma trajetória marcada por violações de direitos e exclusão social.Por isso, o projeto de Moradia Primeiro não pode se resumir a oferecer a casa.

O modelo prevê acompanhamento contínuo, apoio social e construção de autonomia respeitando o tempo e a realidade de cada morador. No Aluguel Solidário, os moradores são acompanhados constantemente pelos voluntários, colaboradores, parceiros, diretoria, e por nosso agente social, que realiza visitas às casas e verifica as necessidades mais importantes nessa etapa fundamental de adaptação.

Não. Somente deixa de fazer parte se essa for a vontade do próprio morador.O Aluguel Solidário não trabalha com uma política de desligamento automático por conquista de autonomia financeira, mas com a ideia de uma continuidade do cuidado, da rede de apoio e da construção de vínculos das pessoas com trajetória de rua.
Mesmo depois de conseguirem pagar seus próprios aluguéis, os moradores continuam sendo acompanhados pelo nosso agente social e pelos voluntários da associação. O acompanhamento segue acontecendo para ajudar na manutenção da autonomia, no acesso aos cuidados de saúde, no fortalecimento emocional e na prevenção de novas situações de vulnerabilidade.
Os moradores ainda continuam tendo acesso aos benefícios oferecidos pelo Aluguel Solidário, como atendimento psicológico, armazém solidário, encaminhamentos e outras parcerias construídas pela associação. Além disso, continuam participando dos nossos eventos, encontros e outras atividades promovidas. Para o Aluguel Solidário, sair da rua não é apenas conseguir pagar um aluguel, mas também se reinserir, se qualificar, se integrar e criar vínculos e laços.

O Sistema Único de Saúde (SUS) merece todos os nossos aplausos, elogios e agradecimentos. Hoje, o SUS é parte fundamental do trabalho do Aluguel Solidário. Sem este, simplesmente não seria possível garantir um cuidado real, digno, contínuo e realmente eficaz para as pessoas que acolhemos.Por isso, instituicionalizamos como regra que, logo após a sua entrada na casa, um dos primeiros passos a ser dado no acolhimento de um novo morador, é realizar seu cadastro na UBS de referência, de acordo com a localização do imóvel. E é a partir daí que começa uma rede de cuidados com consultas, acompanhamento de saúde, acesso gratuito a medicamentos, vacinas, atendimento odontológico e suporte em casos crônicos. Através do SUS, nossos moradores são integrados em uma rede de atendimento de um sistema que cuida, acolhe e cura com maestria.

Um exemplo disto é o caso da moradora Elaine. Devido aos seus problemas de saúde e dificuldade de deslocamento, a equipe do SUS vai semanalmente até sua casa para realizar a troca dos curativos, realiza o acompanhamento das medicações e fornece todos os materiais necessários para seus cuidados básicos, garantindo assim, a continuidade e dignidade no tratamento. Outros moradores também recebem cuidados similares, em casa, pelas equipes de médicos e enfermeiros, ou nas UBS, PAMs, UPAs, CERSAM e outros aparelhos de saúde. Tudo gratuito e com impressionante qualidade e atenção.Esse é o SUS que muitas vezes tentam invisibilizar: um sistema que chega onde mais importa, inclusive dentro da casa de quem mais precisa. Somos prova de sua importância e a diferença que faz na vida de cada um de nós.

Defender o SUS é defender a vida. E para o Aluguel Solidário, ele não é apenas importante, ele é essencial.

Nosso objetivo é promover, por meio de ação coletiva, acesso à moradia para pessoas em situação de rua, em uma perspectiva do reconhecimento da dignidade e do respeito do direito à cidadania e autonomia. E, após a promoção da moradia, trabalhar dando suporte nas áreas de saúde, educação, profissionalização (por meio de entidades parceiras), reinserção no mercado de trabalho e demais suportes socioafetivos. Os assistidos são acompanhados para que alcancem e retomem a sua dignidade e autonomia. 

Atualmente, diversos assistidos recuperaram seu espaço na sociedade e total autonomia financeira, arcando com os custos de sua própria moradia e abrindo espaço para o acolhimento de outras pessoas. Acreditamos que não basta dar a moradia, mas contribuir para que a pessoa alcance sua autonomia no futuro e recupere a sua dignidade.

Como objetivo secundário, temos como proposta a conscientização coletiva sobre o problema da falta de moradia e da população crescente de pessoas em situação de rua nos grandes centros urbanos. Por isso, acompanhamos as atuações do legislativo municipal, no que tange à matéria, buscando propostas para práticas públicas de moradia social e problemas relacionados às pessoas em situação de rua. Por sua vez, nas redes sociais, as pautas são abordadas diariamente, com informações úteis, textos, questionamentos, de modo a colocar em debate, os problemas sociais e as possibilidades diversas de atuação. 

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